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quinta-feira, 12 de março de 2015

Privilégios senhoriais e poderes régios na Idade Média

     Entre os séculos XII e XIV, devido às doações régias, os senhores gozavam de muitos poderes que limitavam o poder do rei. Entre esses privilégios, destacavam-se a isenção de pagar impostos ao rei, a cobrança de impostos e a aplicação da justiça dentro do seu domínio.

     Perante esta situação, e aproveitando o fortalecimento da burguesia, os monarcas começaram a tentar limitar o poder destes senhores. Para isso, para além de continuarem com o monopólio da cunhagem de moeda e da realização da justiça suprema, os reis desenvolveram um conjunto de mecanismos para fortalecer o seu poder:
- as inquirições (inquéritos realizados por todo o país para verificar que direitos estavam a ser usurpados à Coroa) e as confirmações (a fim de confirmar as doações régias feitas aos senhores);
- as leis de desamortização (impediam o clero que juntar terras por herança);
- o beneplácito régio (as leis papais tinham de ser confirmadas pelo rei para serem válidas);
- a participação nas Cortes dos homens-bons dos concelhos (podendo assim fazer ouvir as suas queixas);
- a especialização da administração do reino (funcionários da Coroa impediam os abusos dos privilegiados e garantiam a boa administração do reino);
- a criação de concelhos (era doada a administração de um território a um grupo de pessoas que não fazia parte das classes privilegiadas) Este concelhos nasciam através de uma carta de foral, documento no qual estavam definidos os direitos e deveres dos habitantes do concelho, os vizinhos, assim como a sua organização. O pelourinho era o símbolo desse poder concelhio.


O Rossio, no Rio de Janeiro (atual Praça Tiradentes), com o pelourinho da cidade. Pintura do artista francês Jean-Baptiste Debret, de 1834.


     Assim, o rei continuava a receber impostos e mantinha funcionários seus a fiscalizar a administração. Este processo de centralização régia foi muito lento porque os privilegiados (Clero e Nobreza) resistiram levando mesmo à deposição de alguns reis (como aconteceu, em Portugal, com D. Sancho II depois de tentar limitar o poder de vários bispos).

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A expansão islâmica: notas para a aula...

     O islamismo tem alguns pontos comuns com o cristianismo:
- são religiões monoteístas;
- apresentam ambas uma figura transmissora da palavra de Deus: Jesus e Maomé;
- têm uma cidade sagrada: Jerusalém e Meca;
- têm locais de culto: igrejas e mesquitas;
- têm um livro sagrado: a Bíblia e o Alcorão.

     Desde a sua génese que os Muçulmanos tiveram uma cultura de expansão, com três propósitos:
- a difusão da fé: divulgaram a sua crença através de campanhas militares, designadas por Jihad (Guerra Santa);
- o controlo das rotas comerciais: queriam conquistar novos mercados e dominar o comércio entre o Oriente e o Ocidente;
- a procura de terras férteis: precisavam de domínios agrícolas que garantissem a alimentação das suas populações.

     Entre os séculos VII e IX, o Império Muçulmano estendeu-se desde a Península Ibérica até ao Próximo Oriente, passando pelo Norte de África.
Tal como os Romanos, os Muçulmanos basearam a sua economia nas trocas comerciais, com forte desenvolvimento urbano, em cujas cidades circulavam inúmeros produtos: especiarias, vestuário, metais, escravos, entre outros.

     Os Muçulmanos são, desde a sua origem, um povo urbano: Maomé começou a pregar numa cidade, Meca, e depois seguiu para outra, Medina, onde conseguiu afirmar a sua religião.

     As cidades assinaladas no mapa são os grandes centros comerciais da civilização muçulmana no século IX, a partir das quais os Muçulmanos controlavam as rotas comerciais. Nelas trocavam-se produtos tais como:
- cana-de-açúcar, arroz, tâmaras, cereais, especiarias;
- ouro, prata, estanho e cobre;
- pedras preciosas, marfim, âmbar;
- algodão, peles e couros, seda, têxteis;
- papel, papiro;
- dromedários, cavalos;
- escravos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Lendas da nossa língua: #2 Martim Moniz (Portugal)

     O nome de Martim Moniz está ligado à conquista de Lisboa aos Mouros, em 1147, e figura na memória da cidade através de uma praça com o seu nome.
     A lenda conta que D. Afonso Henriques tinha posto cerco à cidade, ajudado pelos muitos cruzados que por aqui passaram a caminho da Terra Santa. O cerco durou ainda algum tempo, durante o qual se travavam pequenas investidas por parte dos cristãos.
O cerco de Lisboa, aguarela de Alfredo Roque Gameiro (1917)
     Numa dessas tentativas de assalto a uma das portas da cidade, Martim Moniz enfrentou os mouros que saíam para repelir os cristãos e conseguiu manter a porta aberta mesmo a custo da sua própria vida. O seu corpo ficou atravessado entre os dois batentes e permitiu que os cristãos liderados por D. Afonso Henriques entrassem na cidade.
"O entalado". Escultura de José João Brito, na estação "Martim Moniz" do metropolitano de Lisboa. 
     Ferido gravemente, Martim Moniz entrou com os seus companheiros e fez ainda algumas vítimas entre os seus inimigos, antes de cair morto. D. Afonso Henriques quis honrar a sua valentia e o sacrifício da sua vida ordenando que aquela entrada passasse a ter o nome de Martim Moniz. O povo diz que foi D. Afonso Henriques que mandou colocar o busto do herói num nicho de pedra, onde ainda hoje se encontra.
O pequeno busto de Martim Moniz.
In http://lendasdeportugal.no.sapo.pt/distritos/lisboa.htm


Lendas da nossa língua: #1 As amendoeiras em flor (Portugal)


     Há muitos séculos, reinava em Chelb, a futura Silves, o rei Ibn-Almundim. Este rei nunca tinha conhecido uma derrota. Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade. Conquistando progressivamente a confiança de Gilda, confessou-lhe o seu amor e pediu-a em casamento. Foram felizes durante algum tempo. Um dia, a bela princesa do Norte adoeceu sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. Então, Ibn-Almundim mandou plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras.

     Na primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo. Ao ver as flores brancas das amendoeiras, a princesa começou a sentir-se melhor, pois davam-lhe a ilusão da neve. Gilda ficou curada da saudade que sentia...




In http://www.infopedia.pt/$lenda-das-amendoeiras-em-flor
http://sets-comenius.blogspot.fr/2010/03/lenda-das-amendoeiras-em-flor-english.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Teatro "A Menina do Mar" no PMC

Representação do conto de Sophia de Mello Breyner, A Menina do Mar, pelos alunos da Oficina de Teatro do Collège Pierre et Marie Curie.
Adaptação, coordenação e encenação da Prof. Helena Cortinhas.

Distribuição:
A menina do mar - Bárbara Carvalho
O rapaz - Eva Rocha
O caranguejo - Maëva Silva
O polvo - Toni Cunha
O peixe - Camille Nunes
A raia - Mathilde Xavier
A gaivota - Anne Sophie Silva
O golfinho - Clara Marques
O rei do mar - Johana Amorim
Os búzios - Francisco Carvalho, Jade Bourzeix
O narrador - Beatriz Rodrigues