A lusofonia é um continente imaterial disperso pelos vários continentes - Eduardo Lourenço
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
quinta-feira, 12 de março de 2015
Privilégios senhoriais e poderes régios na Idade Média
Entre os séculos XII e XIV, devido
às doações régias, os senhores gozavam de muitos poderes que limitavam o
poder do rei. Entre esses privilégios, destacavam-se a isenção de pagar impostos ao rei, a cobrança de impostos e a aplicação
da justiça dentro do seu domínio.
Perante esta situação, e
aproveitando o fortalecimento da burguesia, os monarcas começaram a tentar limitar
o poder destes senhores. Para isso, para além de continuarem com o monopólio da
cunhagem de moeda e da realização da
justiça suprema, os reis desenvolveram
um conjunto de mecanismos para fortalecer o seu poder:
- as inquirições (inquéritos realizados por todo o país para verificar
que direitos estavam a ser usurpados à Coroa) e as confirmações (a fim de confirmar as doações régias feitas aos
senhores);
- as leis de desamortização (impediam o clero que juntar terras por
herança);
- o beneplácito régio (as leis papais tinham de ser confirmadas pelo
rei para serem válidas);
- a participação nas Cortes dos homens-bons dos concelhos (podendo
assim fazer ouvir as suas queixas);
- a especialização da administração do reino (funcionários da Coroa
impediam os abusos dos privilegiados e garantiam a boa administração do reino);
- a criação de concelhos (era doada a administração de um território a um grupo de
pessoas que não fazia parte das classes privilegiadas) Este concelhos nasciam
através de uma carta de foral, documento
no qual estavam definidos os direitos e deveres dos habitantes do concelho, os
vizinhos, assim como a sua organização. O pelourinho era o símbolo desse poder concelhio.
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| O Rossio, no Rio de Janeiro (atual Praça Tiradentes), com o pelourinho da cidade. Pintura do artista francês Jean-Baptiste Debret, de 1834. |
Assim, o rei continuava a receber
impostos e mantinha funcionários seus a fiscalizar a administração. Este
processo de centralização régia foi muito lento porque os privilegiados (Clero
e Nobreza) resistiram levando mesmo à deposição de alguns reis (como aconteceu,
em Portugal, com D. Sancho II depois de tentar limitar o poder de vários
bispos).
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
A expansão islâmica: notas para a aula...
O islamismo tem alguns pontos comuns com o cristianismo:
- são religiões monoteístas;
- apresentam ambas uma figura transmissora da palavra de Deus: Jesus e Maomé;
- têm uma cidade sagrada: Jerusalém e Meca;
- têm locais de culto: igrejas e mesquitas;
- têm um livro sagrado: a Bíblia e o Alcorão.
Desde a sua génese que os Muçulmanos tiveram uma cultura de expansão, com três propósitos:
- a difusão da fé: divulgaram a sua crença através de campanhas militares, designadas por Jihad (Guerra Santa);
- o controlo das rotas comerciais: queriam conquistar novos mercados e dominar o comércio entre o Oriente e o Ocidente;
- a procura de terras férteis: precisavam de domínios agrícolas que garantissem a alimentação das suas populações.
Entre os séculos VII e IX, o Império Muçulmano estendeu-se desde a Península Ibérica até ao Próximo Oriente, passando pelo Norte de África.
Tal como os Romanos, os Muçulmanos basearam a sua economia nas trocas comerciais, com forte desenvolvimento urbano, em cujas cidades circulavam inúmeros produtos: especiarias, vestuário, metais, escravos, entre outros.
Os Muçulmanos são, desde a sua origem, um povo urbano: Maomé começou a pregar numa cidade, Meca, e depois seguiu para outra, Medina, onde conseguiu afirmar a sua religião.
As cidades assinaladas no mapa são os grandes centros comerciais da civilização muçulmana no século IX, a partir das quais os Muçulmanos controlavam as rotas comerciais. Nelas trocavam-se produtos tais como:
- cana-de-açúcar, arroz, tâmaras, cereais, especiarias;
- ouro, prata, estanho e cobre;
- pedras preciosas, marfim, âmbar;
- algodão, peles e couros, seda, têxteis;
- papel, papiro;
- dromedários, cavalos;
- escravos.
- são religiões monoteístas;
- apresentam ambas uma figura transmissora da palavra de Deus: Jesus e Maomé;
- têm uma cidade sagrada: Jerusalém e Meca;
- têm locais de culto: igrejas e mesquitas;
- têm um livro sagrado: a Bíblia e o Alcorão.
Desde a sua génese que os Muçulmanos tiveram uma cultura de expansão, com três propósitos:
- a difusão da fé: divulgaram a sua crença através de campanhas militares, designadas por Jihad (Guerra Santa);
- o controlo das rotas comerciais: queriam conquistar novos mercados e dominar o comércio entre o Oriente e o Ocidente;
- a procura de terras férteis: precisavam de domínios agrícolas que garantissem a alimentação das suas populações.
Entre os séculos VII e IX, o Império Muçulmano estendeu-se desde a Península Ibérica até ao Próximo Oriente, passando pelo Norte de África.
Tal como os Romanos, os Muçulmanos basearam a sua economia nas trocas comerciais, com forte desenvolvimento urbano, em cujas cidades circulavam inúmeros produtos: especiarias, vestuário, metais, escravos, entre outros.
Os Muçulmanos são, desde a sua origem, um povo urbano: Maomé começou a pregar numa cidade, Meca, e depois seguiu para outra, Medina, onde conseguiu afirmar a sua religião.
- cana-de-açúcar, arroz, tâmaras, cereais, especiarias;
- ouro, prata, estanho e cobre;
- pedras preciosas, marfim, âmbar;
- algodão, peles e couros, seda, têxteis;
- papel, papiro;
- dromedários, cavalos;
- escravos.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Lendas da nossa língua: #2 Martim Moniz (Portugal)
O nome de Martim Moniz está ligado à conquista de Lisboa aos Mouros, em 1147, e figura na memória da cidade através de uma praça com o seu nome.
A lenda conta que D. Afonso Henriques tinha posto cerco à cidade, ajudado pelos muitos cruzados que por aqui passaram a caminho da Terra Santa. O cerco durou ainda algum tempo, durante o qual se travavam pequenas investidas por parte dos cristãos.
Numa dessas tentativas de assalto a uma das portas da cidade, Martim Moniz enfrentou os mouros que saíam para repelir os cristãos e conseguiu manter a porta aberta mesmo a custo da sua própria vida. O seu corpo ficou atravessado entre os dois batentes e permitiu que os cristãos liderados por D. Afonso Henriques entrassem na cidade.
Ferido gravemente, Martim Moniz entrou com os seus companheiros e fez ainda algumas vítimas entre os seus inimigos, antes de cair morto. D. Afonso Henriques quis honrar a sua valentia e o sacrifício da sua vida ordenando que aquela entrada passasse a ter o nome de Martim Moniz. O povo diz que foi D. Afonso Henriques que mandou colocar o busto do herói num nicho de pedra, onde ainda hoje se encontra.
In http://lendasdeportugal.no.sapo.pt/distritos/lisboa.htm
A lenda conta que D. Afonso Henriques tinha posto cerco à cidade, ajudado pelos muitos cruzados que por aqui passaram a caminho da Terra Santa. O cerco durou ainda algum tempo, durante o qual se travavam pequenas investidas por parte dos cristãos.
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| O cerco de Lisboa, aguarela de Alfredo Roque Gameiro (1917) |
| "O entalado". Escultura de José João Brito, na estação "Martim Moniz" do metropolitano de Lisboa. |
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| O pequeno busto de Martim Moniz. |
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Lendas da nossa língua: #1 As amendoeiras em flor (Portugal)
Há muitos séculos, reinava em Chelb, a futura Silves, o rei Ibn-Almundim. Este rei nunca tinha conhecido uma derrota. Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade. Conquistando progressivamente a confiança de Gilda, confessou-lhe o seu amor e pediu-a em casamento. Foram felizes durante algum tempo. Um dia, a bela princesa do Norte adoeceu sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. Então, Ibn-Almundim mandou plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras.
Na primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo. Ao ver as flores brancas das amendoeiras, a princesa começou a sentir-se melhor, pois davam-lhe a ilusão da neve. Gilda ficou curada da saudade que sentia...
In http://www.infopedia.pt/$lenda-das-amendoeiras-em-flor
http://sets-comenius.blogspot.fr/2010/03/lenda-das-amendoeiras-em-flor-english.html
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Teatro "A Menina do Mar" no PMC
Representação do conto de Sophia de Mello Breyner, A Menina do Mar, pelos alunos da Oficina de Teatro do Collège Pierre et Marie Curie.
Adaptação, coordenação e encenação da Prof. Helena Cortinhas.
Distribuição:
A menina do mar - Bárbara Carvalho
O rapaz - Eva Rocha
O caranguejo - Maëva Silva
O polvo - Toni Cunha
O peixe - Camille Nunes
A raia - Mathilde Xavier
A gaivota - Anne Sophie Silva
O golfinho - Clara Marques
O rei do mar - Johana Amorim
Os búzios - Francisco Carvalho, Jade Bourzeix
O narrador - Beatriz Rodrigues
Adaptação, coordenação e encenação da Prof. Helena Cortinhas.
Distribuição:
A menina do mar - Bárbara Carvalho
O rapaz - Eva Rocha
O caranguejo - Maëva Silva
O polvo - Toni Cunha
O peixe - Camille Nunes
A raia - Mathilde Xavier
A gaivota - Anne Sophie Silva
O golfinho - Clara Marques
O rei do mar - Johana Amorim
Os búzios - Francisco Carvalho, Jade Bourzeix
O narrador - Beatriz Rodrigues
quinta-feira, 27 de março de 2014
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